Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

Mostrar o Pau com que se Mata a Cobra

Censura obrigatória!

 

Cara anónima bloguista, lamento informá-la mas desta vez tive mesmo de lhe censurar o seu comentário. Já a tinha avisado, e o conteúdo assim como o vocabulário usado por vossa excelência não se enquadram no espírito deste espaço. Fique triste e revoltado, pois nunca imaginei que fosse capaz de me atacar tão violentamente e de forma tão cobarde como o faz. Acha mesmo que eu sou “um desgraçado…um perdido incompetente ou um porco de vocabulário”? Então, num espaço de três dias, contradiz-se na afirmação e apreciação dos meus textos? No Ribatejo, costumamos pegar os touros pelos cornos, enfrentar as situações de caras. Você é uma cobarde, certamente frustrada com a sua vida pessoal e profissional. É uma pessoa entregue a si própria e ao tempo que a desgasta, condena e mata dia após dia.  Depois, o seu passatempo jocoso é atacar as pessoas cobardemente, não lhes mostrando o pau com o qual tentou matar a cobra. Deduzo, pela semelhança de vocabulário, que seja a tal que nos últimos dias tem comentado quase eroticamente os meus escritos.

Ó cara colega anónima do chá vermelho (o tal cuja planta calmante parece que só se dá bem em África), se não tiver dificuldades em ver ao perto, verificará que a linha editorial e a extensão dos meus textos, aqui publicados, são muito idênticas. Por isso, não fique convencida pela amplitude das respostas que lhe dou. Dirijo-me a si, mas sempre com um espírito colectivo em mente. Quando escrevo é para públicos do tamanho do mundo. Se tivesse trabalhado em rádio, jornal ou revista perceberia isto. Escreve-se e fala-se para um conjunto lato de pessoas. Como acho que desconhece esse universo (a avaliar pelo perfil que apresenta no seu blog), deixe lá isso para quem ainda pensa que sabe alguma coisa.

 Quanto ao facto de eu evidenciar nomes de escritores, fique sabendo que não é para “ilustrar a minha cultura literária imensa”  - simplesmente porque não a tenho - com o objectivo de a impressionar. As mulheres que se prezam não se impressionam desse modo. Senão tornar-se-iam todas poetisas ou casariam todas com poetas. Ainda a senhora não tinha aqui deixado os seus comentários, já eu referia com muito gosto e determinação escritores em posts anteriores. Falo deles porque foi esta a vida que abracei por amor. Que mais poderá falar um humilde professor de literatura que faz crítica literária há cerca de 15 anos? A senhora sabe o que é ter cerca de dois mil livros em casa? Se a colega anónima e cobarde tivesse dois mil rouxinóis no seu lar, não seria por amor? E não os citaria com orgulho nos seus posts?

Bom, depois podia aqui falar-lhe da amplitude que nos dá o jornalismo, e a possibilidade de conhecer, entrevistar e dar a conhecer alguns rostos da nossa praça: José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, Pepetela, Mia Couto…para falar apenas destes. Este é o meu mundo, cara colega cobarde! O seu, desconheço, e nunca terei “prazer” em conhecer! Fique com as suas cobardias, que eu cá continuo: “desgraçado, perdido e incompetente”.

 

Mário Gonçalves

Sinto-me: Completamente Desacreditado!
Pensamento: O contrário de estar vivo é estar morto
Autor mariogoncalves às 21:44

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4 comentários:
De Rooibos a 28 de Setembro de 2006 às 23:48
Não sei a que comentário se refere, mas tenho a certeza que não fui eu que o escrevi!
Devia retirar uma a uma as palavras deste post... Tirou conclusões precipitadas. É lógico que alguém que não gosta de si se aproveitou da nossa troca de galhardetes para o descompor.
Sei que é um bom professor de Português, portanto dê-se ao trabalho de reler o que eu escrevo e o que outra pessoa, que não eu, escreveu. Certamente encontrará diferenças.
Eu tenho-me remetido ao silêncio. Fiz exactamente o que lhe disse no último comentário que assinei como Rooibos! Admiro-o e respeito-o demais para o perturbar com comentários positivos. Tenho visitado o seu blog, li o texto do casca de ovo e voltei para o meu canto, não comentei mais nada.
Agora, não tolero, não aceito, de modo algum, este tipo de acusações. Coloca-me a mim e ao meu espaço em causa. Quer revele a minha identidade quer não, Isso é lá comigo. Também eu sou do Ribatejo, também eu estudei, também eu tenho 600 livros no quarto. Sou bem mais nova que o Mário, ainda não tive tempo de chegar aos dois mil.
Nunca, em momento algum, eu teci insultos ou ofensas a alguém na net. Isso sim é cobardia.
Não tinha o direito de o fazer em relação a mim, seja eu quem for, sem ter certezas. Foi enganado Mário. E não por mim.
Há séculos que a raiva não me invadia.
Aguardo que retire o seu post ou desminta as suas palavras.
Rooibos

Se quiser esclarecer mais alguma coisa faça-o por mail: rooibos79@excite.com
Ou directamente no meu blog. Não se preocupe que eu não ataco ninguém.

De Rooibos a 28 de Setembro de 2006 às 23:57
E quando falei na sua cultura literária foi de forma sincera, sei o quanto adora e vive a literatura, os seus actores. Como é possível estar sempre a atacar cada frase minha?!
Mas "um desgraçado…um perdido incompetente ou um porco de vocabulário” não foi escrito por mim. Todos os meus comentários estão acessíveis no seu blog. Aquele a que pertence este excerto, O ÚNICO POR SI CENSURADO, NÃO FOI ESCRITO POR MIM!!!
De mariogoncalves a 29 de Setembro de 2006 às 01:58
Cara colega, que terei de continuar a tratar por anónima, fique descansada que acabarei por retirar o texto publicado em blog. Aliás, o meu blog vai cair mais dia, menos dia. Acabei esta noite mesmo de executar a cessação de contrato com o Sapo ADSL, pois pretendo adquirir uma placa para ter Internet móvel. É mais prático e económico. Com a queda da ligação Sapo ADSL cairá por inerência o meu blog que tantas motivações e desmotivações tem provocado. Talvez crie um blog noutro local qualquer.
Analisando bem, acredito que não tenha sido você a autora do texto. Verificou erros crassos e ambiguidades na utilização, por exemplo, nas palavras demais/de mais. Como sabe, “demais” quer dizer “e outros”, “os demais” (E aqui, desculpe, mas utilizou-a de forma incorrecta). Enquanto que “de mais” (grafado separadamente) dá-nos sempre a ideia de ser “sempre mais qualquer coisa”. Exemplo: amo-te de mais! Por isso, cara colega, deveria ter escrito: “…Admiro-o e respeito-o de mais…”. Mas gralhas toda a gente dá. Acontece aos melhores, acredite.
Mas se não foi você, alguém foi. No entanto, tem de reconhecer, que acaba por ser também um pouco co-responsável por tamanha cobardia. Desde o mês de Março (data da criação do blog) que ando eu aqui sossegado a publicar alguns textos quase sempre espaçados em tempo. Teve de você aparecer para eu começar a ter fricções também neste lado da minha vida. Quer-me desgraçar o resto da vida? Pelo visto não me conhece o suficiente. Se conhecesse, saberia que detesto o anonimato, e que me magoa com isso. Saberia que nos últimos anos tenho sido severamente atacado em várias frentes. E muitos desses ataques são cobardes e anónimos. Ou há-de ser mails na net ou sms no móvel. Sozinho, embora muitas vezes com dificuldades, tenho enfrentado um mundo hostil que me tem tentado cair em cima (E não pense que me estou a arrumar em vítima). E tem sido do lado de quem me poderia ter dado mais apoio que tenho sentido com mágoas as amarguras da dor. A minha vida transformou-se verdadeiramente, vale o esforço que tenho feito para suportar tantos ataques e devaneios.
Na vida, nunca temi ser enfrentado. Não sou nenhum herói destemido, e disse-o no post anterior: “O meu herói é o Calimero”. Toda a gente conhece o pintainho preto de bico dourado, escorraçado por todos os galos amarelos da capoeira. Mas lá andou, lá viveu, até que o seu criador italiano (Nino) o permitiu. Os meus heróis têm sido muitas vezes os desfavorecidos, os pobres e os condenados. Pessoas que eu tento ajudar. Por isso, talvez goste também tanto do jornalismo de sociedade.
Se tivesse acesso aos milhares de artigos que escrevi, na imprensa regional e nacional, viria que falo verdade. Viria que sempre assinei os artigos que fiz, sem medos. A minha frontalidade tem-me custado cara. Muito cara. Tem sido assim na vida em família, no emprego e em muitos tribunais por onde tenho passado. De confrontos verbais a ameaças de morte e perseguições automóveis, tudo tem servido para me silenciarem. Sou uma pessoa que ama a investigação como o ar que respira. Sou uma pessoa incómoda para muita gente Descobrir a careca corrupta de políticos, médicos, padres e agentes das autoridades tem-me saído caro. Mas é um preço que estou disposto a continuar a pagar. Fazer o contrário, seria ir contra as minhas convicções e maneira de eu estar nesta vida.
Mas tanta lenga-lenga para quê? Pergunta você. Para lhe dizer que andou farto de lidar com anónimos. Ando muito cansado de desconhecer quem me ataca, mas também quem me elogia, acredite. Por isso, você poderá ter sido uma vítima desta cambada que me cerca. Errar é próprio do ser humano. Desta vez errei! Peço desculpa por isso!

Mário Gonçalves
De Rooibos a 29 de Setembro de 2006 às 02:12
Peço desculpa pelo erro, agradeço a correcção.

Nunca foi minha intenção atacá-lo nem vir perturbá-lo.
Nunca me passou pela cabeça que um comentário meu, anónimo que fosse, tivesse este feito em si.
Tenho conhecimento das tormentas que o perseguem, e vem daí a minha principal admiração... E por acaso até acompanho o que escreve.
Não leve isto ao extremo de acabar com o blogue. Não vale a pena...
Não me é fácil seguir o que escreve, por falta de tempo e ocasião. O blog sempre dá para ir acompanhando um bocadinho de si.
Prometo que não venho mais perturbar a paz que tanto o conforta.
Entro, leio e saio.

Um abraço.

rooibos79@excite.com
http://rooibos-chavermelho.blogspot.com

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